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Mecânica de caminhão: 7 mitos que você precisa saber


Mecânica de caminhão: 7 mitos que você precisa saber

A mecânica de caminhão é extremamente robusta, pois esse tipo de veículo é responsável por transportar cargas pesadas por longos trajetos. Em razão disso, esse sistema exige componentes de resistência elevada e estrutura mais complexa que a de automóveis de passeio, o que gera muitas dúvidas nos motoristas, até mesmo entre os mais veteranos.

Isso porque a vivência nas estradas pode gerar alguns costumes e vícios equivocados, pois são passados de uma geração para outra. As rodovias estão cheias de hábitos e lendas que prejudicam o trabalho dos caminhoneiros e até colocam suas vidas em risco.

Pensando nisso, elaboramos o conteúdo de hoje. Nele, você vai conhecer e desvendar os maiores mitos sobre mecânica de caminhão. Vamos lá?

1. "Ponto morto economiza combustível"

Essa é a maior lenda sobre mecânica de caminhão, visto que pode colocar a vida do caminhoneiro e de terceiros em risco. Descer na “banguela” não garante nenhuma economia significativa de diesel, além de aumentar a chance de ocorrerem acidentes graves, como colisõestombamentos. Isso vale principalmente para veículos pesados, nos quais o freio motor é muito utilizado, pois dá maior controle durante as corridas, especialmente em ladeiras acentuadas e longas.

Sem contar que o freio motor reduz o desgaste de componentes importantes, como tambores, lonas e pastilhas de freio, que podem superaquecer e parar de funcionar se forem usados em excesso durante as descidas. Além disso, o sistema de injeção eletrônica dos novos modelos de caminhões é automático e inteligente, ou seja, ao andar com a marcha engatada, o motor já diminui o consumo. Logo, usar ponto morto só traz prejuízos.

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2. "A remoção da válvula termostática não prejudica a mecânica de caminhão"

Não! O objetivo da válvula termostática é comandar o fluxo do líquido do sistema de resfriamento. Ou seja, fazer com que a solução (de água e aditivo) circule na proporção correta entre o motor e o radiador. Quando a motorização está superaquecida, o fluido é resfriado no radiador. No sentido inverso (motor frio), esse registro mantém o líquido no motor para que ele esquente mais rápido.

Em um passado não muito distante, falhas e desgastes nesse componente eram frequentes. Contudo, isso não existe mais. Agora, a válvula termostática funciona corretamente e não pode ser removida em nenhuma hipótese. Quando o caminhão funciona sem ela, a eficiência do resfriamento é diminuída drasticamente, pois não existe nenhum controle do fluxo do líquido.

3. "O aditivo do radiador é dispensável"

Essa é outra falácia sobre mecânica de caminhão que pode gerar sérios danos ao veículo. Na verdade, o aditivo do radiador é imprescindível, pois aumenta a durabilidade das peças. Essa solução tem a capacidade de melhorar as propriedades da água, aumentando os espaços entre os pontos de congelamento e de fervura.

Portanto, isso evita que o motor congele em dias muito frios ou superaqueça em dias muito quentes. Sem contar que o aditivo conta com propriedades anticorrosivas que protegem o interior do motor de danos como desgaste precoce e ferrugem.

A economia de combustível do caminhão é imprescindível para evitar desperdício de dinheiro e manter a durabilidade dos componentes do seu sistema mecânico. Veja mais no banner:

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4. "Aplicar óleo de mamona no chassi evita corrosões"

Colocar óleo de mamona no chassi após a lavagem ainda é um hábito comum entre os caminhoneiros. Muitos motoristas pensam que esse produto reduz ou elimina a ferrugem dos componentes.

Na verdade, essa solução acumula todo tipo de resíduo e gera uma gosma difícil de remover e que resseca as peças à base de borracha, como correias, mangueiras e vedações. Basta manter a estrutura higienizada, sem aplicar nada. Vale citar que a tinta presente no chassi é anticorrosiva, o que torna o óleo de mamona dispensável.

5. "É necessário aquecer o caminhão antes de sair"

Esquentar o motor meia hora antes de pegar a estrada é outro hábito que perdeu o significado após a evolução da mecânica dos caminhões. No passado era necessário fazer isso para que os fluidos conseguissem circular pelo motor, transmissão e demais componentes. Algo semelhante ocorria com o carburador, quando era preciso enchê-lo de diesel antes de dar a partida.

A partir do final da década de 80, os caminhões do Brasil passaram a vir com injeção eletrônica. Sem contar que os lubrificantes também foram melhorados, tornando-se mais viscosos.

Sendo assim, os modelos atuais são aquecidos naturalmente após iniciar o movimento, mas é preciso se atentar a alguns detalhes. Quando o veículo fica muito tempo parado, os componentes não recebem o calor necessário para funcionar adequadamente, por exemplo, embreagens, freios e eixo traseiro. O ideal é que o motor seja ligado três ou quatro minutos antes da viagem para que os sistemas de ar e frenagem se encham.

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6. "É preciso acelerar ao ligar e desligar o motor"

Esse é outro costume que vem da época dos veículos carburados, quando pisar no acelerador ao desligar era fundamental para completar a cuba do carburador — sistema responsável pela partida do motor. Pensava-se também que acelerar ao ligar o caminhão servia para diminuir o tempo de lubrificação das peças.

Hoje, o esquema é outro! Acelerar ao ligar e desligar eleva o consumo de diesel, compromete o motor e prejudica as turbinas. Após dar a partida, o óleo lubrificante leva pouco tempo para chegar à parte superior do motor.

Quando você insiste em acelerar após ligar, o sistema funcionará sem a lubrificação necessária. Se o mesmo for feito na hora de desligar, a bomba de óleo sofrerá danos, pois as turbinas continuam girando sem lubrificação até a parada total. Continuar com essa má conduta trará prejuízos para o seu veículo.

7. "Os pneus devem estar frios para fazer a calibragem correta"

Atenção! Esse é o único item da lista em que muita gente acredita e que, de fato, não é mito. Sim! Os pneus precisam ser calibrados em temperatura padrão (entre 20°C e 22°C). Mais precisamente quatro horas após o veículo ter sido estacionado. Isso porque os pneus são aquecidos durante o deslocamento, elevando a pressão interna.

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Logo, só será possível calibrar corretamente quando esses componentes estiverem frios. Afinal, manter a pressão adequada dos pneus evita a falta de estabilidade e o desgaste precoce.

Como você pôde perceber acima, muita coisa melhorou nos últimos anos. Para conservar o seu instrumento de trabalho e evitar problemas, é essencial conhecer a mecânica de caminhão e acompanhar a evolução dessas máquinas.

Por fim, a manutenção preventiva e a experiência são duas grandes aliadas dos motoristas. Para andar com segurança no trânsito, respeite os limites de carga, velocidade e fique atento aos sinais de desgaste do veículo. Quando alguma falha for detectada, conserte o mais rápido possível. Assim, você evita acidentes e não terá de desembolsar grandes quantias para sanar os problemas.

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30/07/2019

A Rodojacto nasceu em 1969 e, atualmente, atua no segmento de transporte rodoviário de cargas, dividindo-o em duas áreas: a de carga comum e a de carga especial — mercadorias que excedem pesos e medidas.


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