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As armadilhas do complemento de carga


As armadilhas do complemento de carga

Apesar de ser uma prática relativamente comum no dia a dia dos transportes, o complemento de carga ainda costuma gerar algumas dúvidas na cabeça de muitos caminhoneiros. Um dos principais pontos questionados é sobre as vantagens e o retorno financeiro dessa modalidade de frete.

Será mesmo que o complemento de carga é vantajoso para o motorista? Será que o preço pago por esse tipo de serviço é justo a ponto de valer a pena aceitar uma proposta? É o que responderemos para você a seguir. Continue a leitura e saiba como não cair nas armadilhas da carga complemento!

O que é o complemento de carga?

De maneira simples, o complemento de carga — ou carga complemento, como também é conhecida —, nada mais é do que uma modalidade de frete em que se busca aproveitar ao máximo a capacidade de carga do caminhão.

Para isso, sempre que o veículo estiver sendo utilizado para transportar uma carga menor ou com peso abaixo da lotação do caminhão, utiliza-se a carga complemento para justamente completar esse espaço “extra”, evitando que a viagem seja feita com um espaço vazio.

Em outras palavras, a ideia dessa modalidade de frete é evitar viagens improdutivas com mercadorias abaixo da capacidade máxima do veículo. Assim, complementa-se a carroceria do caminhão com uma carga menor, apenas para se atingir a lotação máxima e otimizar os custos da viagem. Afinal, como você deve saber, viajar com a capacidade de carga abaixo do limite significa perder dinheiro, na maioria dos casos.

É importante mencionar, ainda, que não há um consenso quanto ao que pode ser considerado carga complemento. Ou seja, não se sabe dizer ao certo quando uma mercadoria poderá ser negociada como complemento, mesmo que tenha um peso relativamente elevado. Essa realidade só complica a vida do motorista autônomo, já que em muitos casos cargas grandes são ofertadas como complemento, por um preço totalmente incompatível.

Dica: Tipos de caminhão para frete: qual é o ideal para sua carga?

Como essa modalidade funciona?

Imagine que o seu caminhão tenha capacidade para carregar quinze toneladas. Porém, você encontra um frete no qual a carga é de apenas quatorze toneladas. Para não viajar com essa sobra de uma tonelada, ou mesmo com um espaço vazio, você procura uma carga complemento apenas para totalizar as quinze toneladas de capacidade do seu caminhão e diluir melhor os custos da viagem.

Basicamente é assim que funciona o complemento de carga. Contudo, na prática, o que o motorista autônomo tem observado não é exatamente isso. A exemplo do que ocorre com os temidos fretes retorno, o complemento de carga tem servido de pretexto para o abuso por parte de agenciadores de fretes.

O que acontece é que diversos agenciadores pressionam o caminhoneiro a aceitar ofertas totalmente desvantajosas e muito abaixo dos preços praticados no mercado, sob a justificativa de que o motorista quer voltar logo para casa, no caso do frete retorno, ou para não viajar com espaço vazio, no caso do complemento de carga.

Quais são os riscos e as desvantagens do complemento de carga?

Apesar de ser uma prática comum no mercado de transportes e aceita por muitos motoristas, a carga complemento mais atrapalha a vida do caminhoneiro do que ajuda a complementar a sua renda.

Não bastasse, essa modalidade de carga traz uma série de outras desvantagens e riscos para a rotina de quem depende dos fretes para arcar com suas obrigações e com o sustento da família. Vejamos a seguir alguns exemplos.

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Redução do preço dos fretes

O complemento de carga tem sido uma estratégia desleal para pagar um preço mais baixo em fretes de carga com peso relativamente alto. A exemplo, cargas de quatro a cinco toneladas são oferecidas como complemento, a preços reduzidos, sendo que o correto seria que nessa faixa de peso a mercadoria fosse ofertada como um frete a parte, e não complemento.

Desse modo, o que se vê em muitos terminais de cargas é o abuso de agenciadores ao oferecem mercadorias mais pesadas como se fossem complemento. Essa realidade acaba reduzindo a oferta de fretes e contribui para a redução do seu preço, fazendo com que o motorista praticamente tenha que pagar para trabalhar ou seja obrigado a ficar parado esperando uma oportunidade melhor — o que nem sempre acontece.

Riscos de acidentes

Como a carga complemento é acomodada no espaço que sobrou na carroceria do caminhão ou, em alguns casos, sobre a própria carga principal, sempre há um risco maior de acidentes.

Como você sabe, a acomodação inadequada de uma carga pode afetar a estabilidade do veículo, dificultando a condução e aumentando os riscos de acidentes. Além disso, caso um acidente ocorra e a mercadoria principal seja danificada justamente em razão da carga complemento, corre-se o risco de a seguradora da carga principal não cobrir os prejuízos, deixando o caminhoneiro em uma situação extremamente difícil.

Falta de limites quanto ao tamanho da carga complemento

Como dito, não existe uma regulamentação específica que diga o peso máximo de uma carga considera como complemento. Essa falta de critério, na prática, só aumenta os abusos por parte de donos de cargas e agenciadores, que querem transportar uma carga completa como se fosse complemento.

Dica: Agência de fretes: por que você não deve depender dessa fonte de renda?

Como fugir dessa armadilha?

Para evitar sofrer prejuízos com o complemento de carga, o motorista precisa ter plena consciência de que transportar uma carga completa é sempre a melhor opção, tanto em questões financeiras, já que o valor de um frete cheio é mais alto, quanto em questão de segurança.

Além disso, carga complemento, como o nome indica, é apenas uma complementação, ou seja, uma mercadoria de peso reduzido e que pouco interfere na capacidade total de carga do caminhão. Quando não for essa a situação, corra das propostas.

Por fim, outra maneira de se esquivar das armadilhas do complemento de carga é evitar utilizar agenciadores para conseguir fretes. Como vimos, há muitos abusos sendo cometidos por esses profissionais e só geram prejuízo para o motorista autônomo. Assim, o melhor mesmo é buscar cargas fechadas e por conta própria, livre de atravessadores, o que pode ser feito com a ajuda de um bom aplicativo de fretes.

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Por
09/11/2018

A Rodojacto nasceu em 1969 e, atualmente, atua no segmento de transporte rodoviário de cargas, dividindo-o em duas áreas: a de carga comum e a de carga especial — mercadorias que excedem pesos e medidas.


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