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Transporte de alimentos: fique por dentro das principais normas e conquiste novos fretes


Transporte de alimentos: fique por dentro das principais normas e conquiste novos fretes

O transporte de alimentos é uma oportunidade interessante para os caminhoneiros. Esses produtos têm grande escoamento pelas estradas brasileiras, proporcionando a conquista de novos fretes e maior retorno financeiro para o profissional, que já enfrenta tantos desafios diariamente.

Entretanto, é essencial conhecer as regras para realização desse trabalho, pois transportar alimentos em caminhões requer alguns cuidados especiais. O principal órgão responsável por regulamentar esse transporte é a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Além disso, cada Estado e município também pode ter normas complementares.

Alguns detalhes dessas regras causam dúvidas nos caminhoneiros. Por isso, preparamos um post especial para esclarecer os principais pontos. Vamos lá?

Que cuidados são necessários ao transportar alimentos não perecíveis?

O transporte de alimentos se divide em dois tipos principais, cada um com suas particularidades. Quando se trata de produtos não perecíveis, as regras são um pouco mais simples de entender e cumprir. Afinal, não há muitos riscos de estragar a mercadoria durante o transporte.

São exemplos dessa categoria os produtos industrializados, que vêm embalados e têm um prazo de validade mais longo. É o caso de leite em pó, pacotes de arroz, outros cereais e biscoitos. Por ter consistência seca, eles são mais fáceis de armazenar e não exigem controle de temperatura para o transporte.

A primeira grande obrigação do profissional nesse trabalho é adequar sua documentação para realizar o frete. O caminhoneiro não pode deixar de se regularizar, pois passará por fiscalização ao longo da rota. Portanto, certifique-se de emitir os documentos eletrônicos (a nota fiscal dos produtos e os comprovantes da transportadora), assim como guardar com você as versões impressas.

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Outra atitude essencial para o transporte de alimentos é cumprir as orientações em relação ao peso máximo de empilhamento. Ele vai depender das características de cada alimento e da embalagem em que é guardado. Por isso, a informação sobre como empilhar adequadamente vem escrita nas caixas dos produtos e na documentação do frete. Fique atento a isso e verifique esses dados.

Por fim, é necessário ter atenção com o prazo de validade dos alimentos não perecíveis. O caminhoneiro não pode aceitar realizar o transporte de carga que esteja muito próxima ao limite desse prazo, porque é ilegal transportar produtos vencidos. Portanto, conheça a data máxima — que estará expressa na embalagem do produto — e não deixe de levar em consideração possíveis atrasos na rota.

O que fazer quando transportar alimentos perecíveis?

Esse é um tipo ainda mais rigoroso no transporte de alimentos. Nesse caso, tratam-se de cargas que demandam cuidados especiais para não estragar durante a viagem. A Anvisa define produtos perecíveis como:

produtos alimentícios, alimentos in natura, produtos semipreparados ou produtos preparados para o consumo que, pela sua natureza ou composição, necessitam de condições especiais de temperatura para a sua conservação.

A necessidade de conservação especial é devido ao maior risco de deterioração desses alimentos. Veja alguns exemplos de produtos perecíveis:

  • carnes, aves e peixes;
  • frutos do mar vivos ou frescos;
  • ovos e seus subprodutos;
  • alimentos congelados;
  • leite in natura e derivados;
  • frutas e legumes.

Para evitar proliferação de microrganismos, o transporte precisa ser feito com controle de higiene, de temperatura e de tempo da viagem. Um cuidado essencial é evitar o contato dos alimentos com substâncias que possam contaminá-los. Por isso, eles não devem ser transportados no mesmo compartimento de outros produtos, principalmente quando se tratar de elementos tóxicos.

Além disso, o caminhão deve se adequar às exigências das autoridades sanitárias. Eles precisam do certificado de vistoria, obtido a partir de uma inspeção sanitária. Nas laterais do veículo é necessário constar o aviso de que faz transporte de alimentos, junto com o nome, endereço e telefone da empresa.

Também é importante que o caminhão e todos os materiais utilizados para proteção ou fixação da carga — como cordas e plásticos — sejam devidamente desinfetados. Dessa forma, você evita que eles tragam risco de contaminação ou dano para os alimentos.

Os cuidados com as embalagens de alimentos perecíveis são ainda maiores. Em alguns casos, pode ser necessário utilizar outros tipos, para proteger melhor os produtos. Comprovar a integridade da embalagem e empilhar adequadamente é indispensável. Outra orientação importante é evitar que o caminhão seja aberto antes de chegar ao destino.

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Quais são as particularidades da carga refrigerada?

No transporte de alimentos perecíveis, há, ainda, uma particularidade que demanda mais atenção: a necessidade de manter a carga refrigerada. Para viajar com esses produtos, é necessário um caminhão adaptado, que permita um controle bastante eficiente da temperatura.

Cada produto tem uma temperatura adequada para o transporte — o que vai ser especificado pelas empresas fabricantes. Segundo regra da Anvisa, alimentos resfriados devem ser transportadas em temperaturas de, no máximo, 10°C, enquanto os produtos congelados precisam estar abaixo de -8°C. Já alimentos do tipo rapidamente congelados devem ser transportados em temperaturas menores que -18°C.

O transporte de carga refrigerada é bastante exigente, pois qualquer interferência externa pode gerar a perda dos produtos. Por isso, a higiene do caminhão precisa ser feita com muito padrão — o espaço de armazenamento deve ser produzido com material liso, impermeável e lavável.

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Além disso, é obrigatório que o veículo tenha um termômetro calibrado e de fácil leitura. Os equipamentos de refrigeração não podem apresentar risco de contaminação para os alimentos e devem estar em perfeitas condições de funcionamento, de forma a garantir a temperatura ideal durante toda a rota.

Pelas suas particularidades, esse é um tipo de frete especial feito por poucos caminhoneiros. Assim, ele se torna uma ótima oportunidade para aqueles que buscam maior retorno financeiro trabalhando em áreas com baixa oferta e muita procura. Embora exija adequação a diversas regras, esse é um campo atrativo para quem trabalha nas estradas.

Neste post, você conheceu os principais detalhes sobre o transporte de alimentos. Como nos demais fretes, o caminhoneiro precisa estar atento às características da carga para conservá-la da melhor maneira durante a viagem. Conheça as normas e não deixe de se adequar a todas as exigências das autoridades sanitárias do país.

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20/08/2019

A Rodojacto nasceu em 1969 e, atualmente, atua no segmento de transporte rodoviário de cargas, dividindo-o em duas áreas: a de carga comum e a de carga especial — mercadorias que excedem pesos e medidas.


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