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Você sabe calcular os custos de um caminhão parado?


Você sabe calcular os custos de um caminhão parado?

Toda ferramenta de trabalho gera lucro apenas quando está em atividade. Com veículos de carga não é diferente. Por isso, todo mundo que ganha a vida com o transporte de cargas sabe que o caminhão parado é sinônimo de prejuízo, mas o que poucos conhecem é o tamanho dessa perda.

Para que você não seja uma dessas pessoas que não sabem o quanto estão perdendo com o caminhão parado, leia este post e descubra informações valiosas para fazer os seus próprios cálculos e conseguir vencer os desafios dessa profissão. Preparado?

Quais são os custos de um caminhão parado?

O primeiro passo para saber o quanto um caminhão parado pesa no bolso é conhecer os principais custos gerados nessa situação. Veja agora cada um desses itens.

Depreciação do caminhão

Mesmo com o caminhão sem andar, há uma perda material que deve ser considerada no seu cálculo. Isso ocorre porque o veículo perde valor com o passar dos anos e, depois de certo tempo, você precisará de recursos para trocar de modelo.

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Portanto, você deve considerar esse fator como um custo e guardar o valor para ser usado na troca. Para aprender como calcular a depreciação, nada melhor do que um exemplo. Supondo que você adquiriu um caminhão modelo 2016 e pretende trocá-lo após 5 anos de uso, veja quanto vale hoje o seu veículo e um equivalente do ano 2011. Essa diferença de valores é o quanto provavelmente seu caminhão perderá de valia.

Agora, você precisa dividir o resultado por 5 anos e depois por 12 meses. Voltando ao exemplo, suponha que o modelo 2016 valha R$120 mil e o 2011 R$100 mil. A perda foi de 20 mil em 5 anos, ou 4 mil por ano. Assim, a cada mês, esse caminhão perde em torno de R$333.

Dessa forma, a cada mês você precisa separar pelo menos R$333 para ter uma reserva com o objetivo de manter o seu veículo sempre novo. Com o caminhão parado fica mais difícil ganhar dinheiro suficiente para isso.

Perda de oportunidades

Com o caminhão parado há outra perda além da depreciação do veículo: é a chamada perda de oportunidade. Isso ocorre quando você espera mais do que o previsto para as cargas e descargas, por exemplo, e deixa de receber novos serviços.

É aquela situação em que você esperava chegar a determinado depósito em certo horário para uma nova carga, mas não consegue porque ficou muito tempo preso carregando ou descarregando.

Por falar nesse tempo, é bom você conhecer os prazos considerados normais para que possa se programar e combinar os trabalhos corretamente:

  • carga ou descarga paletizada: 1h30 de espera;
  • carga ou descarga não paletizada: 3h de espera.

É importante que esses prazos sejam documentados para que você tenha como cobrar por eventuais atrasos. Além disso, facilita a programação das viagens.

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Custos fixos

O custo total de quem trabalha com frete é a soma das despesas fixas e das variáveis. As últimas são geradas apenas quando você roda, como o diesel, por exemplo, já os gastos fixos existem mesmo com o caminhão parado. Portanto, é preciso conhecê-los. Veja abaixo quais são:

  • IPVA, seguro DPVAT e licenciamento anual;
  • seguro do caminhão e da carroceria, se for o caso.

É importante que você some esses valores que costumam ser pagos anualmente e divida por 12 para saber o quanto gasta por mês, mesmo deixando o caminhão parado.

Diária do motorista

Além dos gastos acima, você acaba tendo outras despesas por estar parado. As principais são a alimentação e a hospedagem. Esse custo pode parecer pequeno, mas acaba tendo uma razoável representatividade no custo total, pois são gastos que você não teria se tivesse conseguido ficar menos tempo parado.

Agora que você já conhece os custos gerados pelo caminhão parado, chegou a hora de calcular quanto que isso tudo resultará, efetivamente. O primeiro passo é somar as despesas anuais, como depreciação, seguros, IPVA e DPVAT. Depois, divida o valor por 12 para chegar ao gasto mensal.

Dica: Frete de retorno — como evitar que seu caminhão viaje sem carga?

Para tornar o cálculo ainda mais preciso, é importante saber o quanto esses custos representam em dias e horas. Sendo assim, divida o valor mensal por 22 dias. É comum pensar em dividir por 30, mas não se esqueça de que você tem que descansar. Portanto, considere apenas 22 dias trabalhados.

A mesma coisa acontece com as horas. Você não trabalha 24h por dia. Assim, divida o valor encontrado pela quantidade de horas trabalhadas diariamente. Por último, some as demais perdas, caso elas tenham ocorrido, como a perda de oportunidades e os gastos a mais com alimentação e hospedagem.

Um exemplo para entender: supondo que os gastos anuais ficaram em R$7.800. Por mês, isso representa R$650. Dividindo por 22, chegamos a R$29,55 por dia. Caso você tenha o costume de trabalhar 8h diárias, o custo fica em R$3,69 por hora. Parece pouco, mas acumulando esse valor em um ano, pode acreditar que dará um montante considerável.

O que a lei diz sobre o assunto?

Você deve ter percebido que esse assunto é cheio de detalhes e, para completar, envolve interesses de diversas partes. A fim de evitar que os mais fracos tenham perdas maiores, existe uma legislação que trata desse tema.

Conforme diz a Lei nº 11.442/07, que foi alterada pela Lei nº 13.103/15, o prazo máximo que um caminhão pode ficar parado por conta de carga e descarga é de 5h. Além disso, a lei também determina que o embarcador e o destinatário da carga são obrigados a fornecerem ao transportador um comprovante do horário que o veículo chegou e saiu das suas instalações.

Caso esse prazo máximo de 5h não seja cumprido, será devida uma quantia pelos responsáveis pelo atraso. Esse valor é determinado em R$1,38 por tonelada e por hora de atraso. Ademais, essa quantia foi estabelecida pela lei e é reajustada anualmente pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Em situações mais extremas, caso os responsáveis pelo atraso não cumpram com o pagamento devido, há a imposição de multa pela ANTT, que pode chegar a 5% do valor da carga transportada.

Diante disso, a sugestão é que você tenha o cuidado de estabelecer todos os detalhes do seu trabalho no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). E, caso se sinta prejudicado, procure a ANTT, pois a lei o protege nesses casos.

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Outra ótima ideia para não passar por isso é trabalhar com empresas organizadas, que conseguem cumprir os prazos estabelecidos. Agora, você deve estar se perguntando: como conseguir isso? Experimente baixar o app Rapp e não deixe seu caminhão parado. Você não vai se arrepender!




Por
13/08/2019

A Rodojacto nasceu em 1969 e, atualmente, atua no segmento de transporte rodoviário de cargas, dividindo-o em duas áreas: a de carga comum e a de carga especial — mercadorias que excedem pesos e medidas.


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