Conheça o perfil do caminhoneiro no Brasil

Realizada anualmente, a pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) sobre o perfil do caminhoneiro no Brasil aponta informações relevantes sobre a profissão. Com os dados levantados, é possível, inclusive, comparar semelhanças e diferenças entre os empregados de frotas e motoristas autônomos.
Essa análise é bastante positiva para profissionais que trabalham de maneira independente, pois serve como base para a definição do melhor preço de frete e ajuda a diminuir alguns custos durante as viagens.
Se interessa pelo assunto? Então continue lendo este conteúdo para conhecer, com detalhes, o perfil do caminhoneiro no Brasil!
Segundo a CNT, essa categoria representa cerca de 67% do total de motoristas de caminhões no país — um número bastante significativo e que mostra como essa modalidade está crescendo ultimamente.
A distribuição percentual dos autônomos é contabilizada por região:
Já no que se refere aos estados que dominam o mercado desses profissionais, os números são:
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Os caminhoneiros autônomos têm, em média, 46 anos e meio e 99,4% são homens, o que demonstra uma enorme desigualdade entre os sexos — aspecto que também repercute entre os funcionários de frota (99,7% homens contra 0,3% mulheres).
Além disso, uma grande fatia da categoria autônoma tem o Ensino Médio completo (27,7%). Nesse sentido, é possível constatar que os caminhoneiros independentes apresentam registros bastante versáteis no tocante à escolaridade, contando com números consideráveis em todas as categorias. Veja:
A vivência dos condutores é desafiadora. Eles trabalham 11,5 horas por dia e 5,7 dias por semana, além de percorrerem mais de 9 mil km por mês. Sobre o segmento de mercado, a pesquisa CNT aponta que 62,9% dos entrevistados declaram que a demanda pelos serviços de carga e descarga diminuiu em 2018.
Entres os fatores negativos associados à profissão, estão:
Já os pontos positivos são:
Um dos assuntos que mais chamam a atenção dos condutores independentes é a remuneração média. Esse grupo de motoristas conta com um faturamento bruto mensal de aproximadamente R$ 16.100,00, um pouco a mais que os profissionais de frota.
Já a renda mensal líquida, excluindo encargos, impostos, combustível e aluguel, é de cerca de R$ 5.000,00 — R$1.200,00 a mais que os frotistas.
Cerca de 84,4% dos autônomos têm somente um caminhão registrado em seu nome. Desse pessoal, grande parte está, respectivamente, em São Paulo, Minas, Paraná, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Os estados que apresentam o menor índice de veículos registrados são Maranhão, Acre, Piauí, Rondônia e Tocantins — todos com apenas 0,1% do total.
Já a marca mais popular entre os condutores é a Mercedes-Benz, com 45,3% da frota rodoviária nacional. Do restante, 17% têm caminhões Scania e 14,3% da Volkswagen/MAN.
Sobre a última paralisação dos caminhoneiros, iniciada em 21/05/2018, os dados são:
Nota: para 56% dos entrevistados, os resultados do movimento não foram atendidos.
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Entre as exigências que a categoria considera relevante para a continuidade da profissão, estão:
Já os entraves foram listados na seguinte ordem:
Quando o tema é saúde e prevenção de doenças, 38% dos autônomos procuram profissionais de saúde. Já entre os condutores de frota, esse número vai para 51,8%.
Cerca de 20,3% dos entrevistados usam algum tipo de medicamento controlado. Desses, 56,4% fazem tratamento para hipertensão e 18% para disfunções referentes ao diabetes. Além disso, 43% não praticam qualquer atividade física regularmente.
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Adquirir um caminhão novo é complicado, já que os valores são elevados. Por isso, um aspecto que deixa alguns condutores preocupados é a idade do veículo.
A pesquisa feita com autônomos revelou que o período de uso desses caminhões é de 18 anos e 4 meses, cerca de uma década a mais do que os veículos das transportadoras — 8 anos e 6 meses.
Outro fator em discussão entre motoristas independentes é o ARLA 32 — abreviação de Agente Redutor Líquido de óxidos de nitrogênio (NOx) Automotivo —, que é uma solução líquida para veículos utilizada para diminuir a emissão de gases gerados pela queima do diesel. Enquanto 65% dos motoristas dizem que usam o produto com frequência, 25% admitem não utilizar.
Ferramentas tecnológicas simplificam o dia a dia do caminhoneiro. Para você ter uma ideia, com os mecanismos corretos, o tempo para calcular uma rota segura é reduzido, tornando esse processo quase instantâneo. O próprio celular pode fazer isso — basta fixá-lo no para-brisa.
Conheça, a seguir, os dispositivos mais utilizados pelos condutores:
Uma boa sugestão são os aplicativos de fretes, que tornam a vida muito mais fácil. Basta dar uns toques na tela para fechar negócio com as empresas — simples e prático!
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Por fim, vamos discutir sobre algo que não está na pesquisa, mas que faz parte da rotina nas estradas. Enfrentar imprevistos durante os trajetos é um dos maiores desafios da profissão. Pneus furados, peças quebradas e avarias mecânicas são alguns dos problemas mais comuns. Logo, seguir o cronograma de revisões periódicas é a melhor maneira de dirigir tranquilo, tornando a manutenção preventiva (mecânica e elétrica) imprescindível.
Além disso, verificar o nível do óleo também é muito importante, pois isso garante a correta lubrificação do motor, além de evitar ruídos na direção. Transformar essas e outras inspeções (calibragem, câmbio, frenagem e sistema de suspensão) em hábito, bem como informá-las na revisão, é muito importante.
Esperamos que esse compilado de dados sobre o perfil do caminhoneiro no Brasil o tenha ajudado a conhecer um pouco mais sobre a profissão. Se você gostou, participe do nosso grupo no WhatsApp e receba diretamente no seu celular outros conteúdos sobre a vida na estrada, manutenção de veículos e tecnologias para transportes!
Categorias: Vida de caminhoneiro