Regras da placa Mercosul: o que é preciso saber sobre o tema?

Você já conhece as regras da placa Mercosul? É normal que uma mudança como essa gere dúvidas e inseguranças em muitos motoristas, principalmente aos caminhoneiros que nem sempre conseguem tempo para se atualizarem sobre assuntos que impactam o seu dia a dia.
Mas, tão importante quanto aprender a planejar rotas, a organizar as suas finanças e a transportar uma carga especial, é conhecer a legislação em vigor — especialmente quando ela pode gerar penalidades para quem a descumpre.
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Com o intuito de ajudar você a entendê-la melhor, preparamos este post especial com tudo o que é preciso saber sobre o tema. Ficou curioso? Quer evitar problemas nas estradas? Então, continue com a leitura!
A placa Mercosul nada mais é que um sistema de padronização das placas de identificação de veículos nos países que fazem parte desse bloco econômico. São eles:
Brasil;
Argentina;
Uruguai;
Paraguai.
Nessas localidades, portanto, os veículos seguem mesmo modelo, exceto pela bandeira e identificação da sua nacionalidade.
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Desde que a ideia de aderir ao padrão Mercosul surgiu, muitas regras foram editadas. Acontece que o modelo que é usado na Argentina e no Uruguai desde 2015 está sendo implementado, agora, no Brasil.
Com isso, o governo espera ter um controle mais eficaz e seguro da circulação de veículos, especialmente em regiões de fronteira. Entenda melhor cada uma das regras a seguir!
Uma das principais mudanças diz respeito ao uso de letras e números. A placa permanecerá com sete dígitos. No entanto, assim como ocorre na Europa, eles serão embaralhados — o que aumenta as possibilidades de combinação e acompanha o crescimento da frota no país.
Além disso, não teremos mais diferentes cores de placas. Todas elas serão brancas, mas a cor das letras indicará diferentes situações:
pretas — veículos de passeio;
vermelhas — veículos comerciais;
azuis — veículos oficiais;
verdes — veículos de teste;
douradas — veículos para diplomatas;
prateadas — veículos de colecionadores.
Quando o assunto é segurança, a placa do Mercosul tem dispositivos que ajudam a evitar falsificações e fraudes.
Em primeiro lugar, elas contam com uma marca d’água com o nome do país de origem do veículo. Além disso, vêm equipadas com um QR Code, que traz todas as informações necessárias sobre ele, tais como:
modelo;
ano de fabricação;
número do chassi;
infrações;
documentação.
Afinal, quando a placa do Mercosul entrou em vigor no Brasil? Essa foi uma longa jornada, repleta de adiamentos, mas já podemos apontar algumas certezas.
Em resumo, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) definiu que esse novo padrão de placa passaria a ser obrigatório a partir de 31 de janeiro de 2020. Ou seja, a norma já está valendo!
Entretanto, alguns estados brasileiros ainda não conseguiram se organizar para adotar essa mudança e solicitaram uma nova prorrogação de prazo. Com isso, Minas Gerais, Alagoas, Mato Grosso, Sergipe e Tocantins tiveram até 17 de fevereiro para aderirem ao modelo.
Sem dúvidas, a padronização da placa de identificação para veículos em todo o Mercosul é um avanço importante e trará benefícios para todos os cidadãos e profissionais da estrada que atuam dentro da lei.
Apesar disso, é importante entender em que situações ela é realmente obrigatória. De início, a legislação brasileira informa que o padrão Mercosul é exigido nas seguintes situações:
no primeiro emplacamento;
na mudança de categoria do veículo, como quando um táxi passa a ser automóvel de passeio;
no caso de placas antigas danificadas ou ilegíveis.
Com as regras da placa Mercosul, o Denatran espera que as placas da frota brasileira sejam atualizadas de forma gradual ao longo dos próximos anos. Dessa forma, a padronização é um caminho sem volta que, em breve, atingirá todos os veículos.
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Como vimos, os novos veículos já serão emplacados tendo como base esse novo modelo. Porém, nem todos os proprietários do país precisam providenciar a troca da placa de seus caminhões. Mas, é possível realizar essa substituição de forma voluntária?
Se você tiver interesse, pode sim fazer a troca pelo novo modelo. Nesse caso, é importante verificar se ele já está disponível no seu estado e observar as regras e procedimentos previstos pelo Detran da região.
Sobre isso, vale dizer que o próprio valor a ser desembolsado pode variar bastante no território nacional. Afinal, isso depende dos fornecedores cadastrados e autorizados.
Como você já sabe, a placa Mercosul é composta por sete dígitos que, diferentemente do modelo antigo, são embaralhados entre letras e números.
Nesse caso, a placa dos proprietários que optarem pela troca terá o segundo algarismo atual substituído por uma letra. Veja, a seguir, a lógica adotada:
o 0 será trocado pela letra A;
o 1 será trocado pela letra B;
o 2 será trocado pela letra C;
o 3 será trocado pela letra D;
o 4 será trocado pela letra E;
o 5 será trocado pela letra F;
o 6 será trocado pela letra G;
o 7 será trocado pela letra H;
o 8 será trocado pela letra I;
o 9 será trocado pela letra J.
Ficou mais claro? Vejamos um exemplo: um caminhão que, atualmente, tenha a placa ACE 4561 passará a circular uma placa padrão Mercosul ACE 4F61. Ou seja, o número 5 foi substituído pela letra F.
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Gostou deste post? Viu só como não há motivos para preocupação? As novas regras da placa Mercosul são claras e fáceis de serem compreendidas, basta reservar um tempo para entendê-las melhor. Então, não deixe de acompanhar conteúdos sobre o tema para manter-se por dentro das novidades das estradas!
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Categorias: Vida de caminhoneiro