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Greve dos caminhoneiros: perspectivas do futuro da profissão


Greve dos caminhoneiros: perspectivas do futuro da profissão

A profissão de caminhoneiro é uma das mais importantes no nosso país. Afinal, a maior parte da produção brasileira é transportada pelas estradas. Se ainda restava alguma dúvida sobre o quanto essa atividade é fundamental para a economia, ela acabou depois da última greve dos caminhoneiros.

Os trabalhadores dessa categoria mostraram a sua força e impactaram em muitos detalhes a vida de todos os brasileiros. As consequências da paralisação não chegaram apenas no governo ou em grandes empresários, mas em toda a sociedade, que sentiu falta do trabalho realizado pelos motoristas.

Diante da magnitude do movimento grevista e das mudanças conquistadas, fica o questionamento: o que fazer agora? Quais são as perspectivas para a profissão depois desse marco? Acompanhe nosso post e veja algumas tendências!

Modernização da logística

Um dos maiores desafios dos caminhoneiros, principalmente para aqueles que trabalham de forma autônoma, é organizar seu cronograma de viagens. Muitas variáveis estão envolvidas no lucro do profissional: os dias que ele passa viajando, o tempo em que fica sem carga, as condições da estrada etc.

Para evitar prejuízos e garantir o retorno financeiro, é preciso equilibrar todas essas questões. E uma das formas mais eficazes de fazer isso é automatizando o controle da logística. Nos últimos anos, acompanhamos a modernização de diversos setores da economia. O transporte de cargas não ficou alheio às mudanças.

Hoje em dia, há diversas opções tecnológicas para ajudar o caminhoneiro. Desde modernizações que aumentam o conforto do caminhão, equipamentos eletrônicos que facilitam a rotina ou mesmo aplicativos de celular para organizar detalhes do dia a dia — como o GPS, que já se tornou indispensável.

Especificamente na área da logística, existem aplicativos que auxiliam o motorista na hora de conseguir fretes. Essa é uma grande vantagem, pois evita que o caminhoneiro rode longos trechos da volta sem carga. Assim, é possível aproveitar percursos, aumentar a margem de lucro e economizar o dinheiro gasto com atravessadores.

Dica: 8 aplicativos essenciais para caminhoneiros

Acompanhamento mais próximo dos preços do diesel

Se pudéssemos definir a principal mensagem deixada pela greve dos caminhoneiros foi a de que a política de valores do combustível não vai mais ser aceita pacificamente. As empresas de frota e os motoristas autônomos têm amargado a diminuição dos lucros a cada novo aumento no diesel — o que foi um dos grandes motivos da paralisação.

Dessa forma, o futuro desses profissionais aponta para uma consciência política muito maior em relação ao acompanhamento dos preços praticados no Brasil. Como esse fator influencia diretamente seu trabalho e o sustento de suas famílias, os caminhoneiros passaram a ter um olhar mais rigoroso e a cobrar seus direitos nesse campo.

Maior consciência do poder da classe

Outra consequência do movimento que tomou conta do país foi a conscientização, para a sociedade e para os próprios caminhoneiros, da importância e do valor que essa categoria tem. Quando tudo está funcionando perfeitamente, pode até ser fácil ignorar o esforço que esses trabalhadores deixam nas estradas.

Entretanto, bastam alguns dias de greve para que toda a população tenha clareza do quanto o país depende do transporte rodoviário. O desabastecimento afetou as cidades em pouco tempo, mostrando que as coisas precisam estar bem alinhadas para que o país funcione em sua normalidade.

Gasolina, alimentos, utensílios, praticamente tudo que precisamos para viver passa diretamente ou indiretamente pela mão de caminhoneiros. E, se a classe de trabalhadores não tinha essa consciência ainda, sem dúvida conquistou isso depois da greve.

Agora, a perspectiva é que os caminhoneiros reconheçam o poder social que têm e saibam negociar melhores condições de atuação. Uma das ações fundamentais é conhecer a fundo a chamada Lei do Caminhoneiro — conquista histórica de uma greve no passado. Ela regulamentou a profissão e garantiu uma série de direitos importantes para a categoria.

Mais procura por seguros

Essa é outra tendência que já se faz notar entre os caminhoneiros. Infelizmente, esses trabalhadores estão diariamente expostos a diversos perigos. Existem as más condições das estradas, a insegurança durante a viagem, a má estrutura dos pontos de apoio, o risco de acidentes...

Tudo isso ameaça a manutenção do caminhão, a segurança da carga e até a vida do motorista. Em consequência, um serviço que vem crescendo bastante nos últimos anos é o de seguro de caminhão e carga. Ainda assim, muitos caminhoneiros se arriscam a dirigir em condições difíceis sem esse suporte.

Mas a perspectiva é de que o número de usuários de seguros cresça depois da greve dos caminhoneiros. Isso porque a situação mostrou que o trabalhador pode enfrentar imprevistos a qualquer momento. Muitos autônomos e empresas de frete tiveram graves prejuízos por não conseguir levar a carga até o destino durante a paralisação.

Também não foram raros os relatos de saques ou de ataques aos produtos transportados. Assim, a categoria passa a dar mais atenção às opções para aumentar a segurança nas estradas. Ao contratar um seguro para seu caminhão e carga, o profissional pode andar mais tranquilo diante das ameaças.

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Novas negociações de frete

Por fim, a última paralisação dos caminhoneiros deixou uma grande marca: a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável por regular o transporte de cargas e passageiros, lançou uma tabela de preços mínimos para fretes. Essa era uma das pautas do movimento e foi conquistada pela greve dos caminhoneiros.

Embora estejamos passando por um período de adaptação e algumas notícias já tenham sido publicadas expondo que caminhoneiros e empresas não têm seguido a tabela, certamente a perspectiva é de que isso mude em pouco tempo. A regulação da agência federal dá maior poder ao trabalhador, que tem uma base para fazer melhores negociações.

Na tabela, são estabelecidos os preços mínimos de frete, considerando as especificações da carga e a distância percorrida para a entrega. A ideia é regular o mercado de fretes e definir a obrigação em manter os pagamentos pelo menos nesse valor mínimo, promovendo mais dignidade ao caminhoneiro. O governo determinou também que esses preços serão atualizados a cada semestre.

A greve dos caminhoneiros foi um movimento bastante complexo e que mostrou a força dessa categoria profissional. Classe essa que, muitas vezes, não recebe o reconhecimento merecido diante das dificuldades que enfrenta e da importância que tem na economia do país. Com certeza, a paralisação deixou marcas na profissão e aponta novas perspectivas para o futuro.

E então, gostou da análise que trouxemos neste post? Que tal compartilhar nas suas redes sociais e manter seus amigos bem informados? Vamos lá!




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04/06/2018

A Rodojacto nasceu em 1969 e, atualmente, atua no segmento de transporte rodoviário de cargas, dividindo-o em duas áreas: a de carga comum e a de carga especial — mercadorias que excedem pesos e medidas.


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